Em meados de 2005 e após utilização de um creme facial recomendado por um Dermatologista, a minha pele sofreu uma descamação devido à errada prescrição do creme. Desde aí surgiram duas manchinhas de despigmentação, as quais foram atribuídas à descamação da pele e que não teriam solução … resignei-me com o facto apesar de não ter gostado da ideia. No início de 2006 notei que essas manchas tinham aumentado um pouco e a partir daí foi galopante. Em pouco tempo tinha uma área considerável de pele despigmentada que já era bem visível e não dava para ignorar. Informei-me sobre a doença e obtive dois diagnósticos possíveis … poderia ser a chamada Micose de Praia ou Vitíligo.
Fui falando com pessoas para tentar chegar aos melhores especialistas em Dermatologia e obtive dois nomes … ambos me deram o mesmo diagnóstico … era Vitíligo. A partir daí, passei a usar diariamente um protector de bloqueio total de raios solares e um gel regulador da despigmentação, receitados pelo segundo médico que consultei. Este especialista também me mandou fazer análises gerais e ao sistema imunitário. O tratamento fez parar o alastramento da doença, mas por pouco tempo. Voltei a consultar o Dermatologista que me respondeu com um ar desolado - "Se continuar a aumentar, só temos uma solução … despigmentar a pele do rosto por inteiro." - Achei aquilo arrepiante e inconcebível, por isso não me resignei e continuei à procura de uma solução. Entretanto, no local de trabalho, reparei que um colega tinha pele despigmentada, mas que estava a ficar melhor e perguntei-lhe o que era … respondeu - "É Vitíligo e estou a fazer um tratamento em espanha, pois cá não me davam solução! Obtive o contacto através de outros colegas que também tinham este problema e que já se curaram. Outros que estão ainda em tratamento, mas todos com resultados positivos." - Acendeu-se uma luz e uma grande nota de esperança :) Fiquei com os contactos e ponderei os custos … consulta, medicamentos, alojamento, alimentação e combustível para a viatura … não seria fácil, mas era motivo para arriscar e, em Agosto de 2006, lá pus pés a caminho … quer dizer … pus rodas a caminho :) Pois que ir e vir são cerca de 1.300km. Ao consultar a especialista, fui informada de que, geralmente, são conseguidos resultados mais rápidos no tratamento do rosto, por ser um local de maior irrigação sanguínea. Felizmente era o meu caso! Nem tudo podia ser mau :) Esta doença aparece com especial incidência nas extremidades do corpo … rosto, mãos, pés e orgãos genitais, podendo alastrar ou mesmo aparecer noutras zonas do corpo. Felizmente o tratamento resultou e passado um ano e meio a pele do meu rosto tinha voltado ao normal. Pude voltar a ir à praia e a apanhar sol em esplanadas!
Atenção para o facto de a cura da doença não ser garantida, pois tudo depende da forma como o organismo de cada um responde aos medicamentos. As diversas fases do tratamento que é adequado para uma pessoa, pode não ser igual para as outras. A Dra. diz que, normalmente, quando a pele repigmenta dificilmente volta a perder cor, mas pode acontecer. Nesta doença tudo é possível e inesperado.
Publicidade
Publicidade, quem pagar mais
quinta-feira, 26 de março de 2009
by
Exposições & Co.
·

